Domingo, Outubro 29, 2006

Ensaio sobre a chuva ou a imagem que sai dos meus olhos quando olho pro céu

Paro numa esquina deserta, como se houvesse carro a cruza-la. Olho para os dois lados. Paro no céu. A chuva mal cai... parece se deslocar horizontalmente, de tão leve. Os prédios me espreitam; jacarandás se cochicham; janelas se apagam ao ver-me. Homens não há. Me invade o céu. Verte chuva pesada de mim. Não abro o guarda-chuva, pois em mim chove por todos os lados. A torrente, a tormenta, a tempestade que vem da direção do mar em que me habito.