Terça-feira, Maio 23, 2006

Nada como ter amigos, não é mesmo? Conversar, desabafar... na certa Freud pensou muito nos seus amigos quando criou o seu método catártico. Bem melhor, bem melhor. Apesar do frio intenso. Aliás, isso (o frio) nunca foi problema.

Saímos caminhando, eu e um amigo, após fazermos o dever de casa, pelo menino deus e cidade baixa, enquanto a noite queria congelar minhas pernas... durante alguns minutos não consegui falar, minhas mandíbulas endureceram. Dali a pouco já tinha me aquecido. Por dentro e por fora. Conversamos um tanto, vagando pelas ruas desertas, no frio que cortava as orelhas.

Para o frio, casacos peruanos.
Para a angustia, amigos apenas.

(no fone: coldplay & drexler)

Quarta-feira, Maio 10, 2006

Noturnidades

o vermelhão do céu noturno
pinta a tela do teu rubor.
as lâmpadas de mercúrio
espreitam teus atos, em silêncio.

02:30 e nenhuma conclusão óbvia:
o menino deus jaz em plátanos cambaleantes;
sozinho, alguém caminha tortamente;
com sono, penso no hojeamanhã que renasce.

um copo resvala na noite.
cai. o estardalhaço acorda a vizinhança.
é madrugada - não repita, não espalhe...
mas ainda estou acordado.